A Síndrome do Programador Herói

Algumas frases que publiquei semana passada no twitter fizeram algum sucesso. A idéia veio de vários lugares: juntei com o que ouvi de alguém, com aquele velho e-mail sobre a carreira Y, entre outros episódios da nossa área; mas o problema é real e se chama: Síndrome do Programador Herói (SPH). Provavelmente todos da área de TI com alguns anos de carreira já viram alguém ser acometido pela SPH, alguns são afetados pelo resto da vida, enquantos outros conseguem se libertar ou serem libertos por alguém que lhes dê um chacoalhão. Acontece é que o desenvolvimento de software é um dos segmentos de trabalho mais propícios para adquirir essa síndrome.

A maneira mais fácil de contrair SPH é o programador participar de vários projetos de sucesso, principalmente se ele buscar os desafios, e todos darem extremamente certo! OK, sabemos que todo projeto tem seus problemas, mas muitas vezes os executivos não enxergam esses “problemas”. Para eles é apenas um programador que não consegue chegar no horário, um outro que não tem certificação; mas sempre tem aquele cara que gosta de matar no peito, por mais que isso vá arder no dia seguinte, ele quer comprar latinhas de energético e virar a noite na empresa, lógico que depois de pedir aquela pizza, e codar, codar, codar. O trabalho é gerar linhas de código, centenas delas, talvez milhares; ele vai ser o cara que vai carregar o projeto, o cara que vai dar o sangue… E por aí vai. Esse cara é cumprimentado pelo gerente, vai almoçar com ele, alguns colegas querem ser como ele, “o cara que coda pra baralho”, “o cara ali é o único que sabe como funciona essa regra de negócio”, “ele que sabe como esse framework funciona”.

Apesar da gerência adorar e, talvez a sua existência seja devido ao modelo capitalista, ainda mais em contratações acordadas por valor/hora, esse tipo de profissional deve ser evitado! A qualquer custo. Parece loucura não apoiar um profissional que dê o sangue pela empresa, mas não é, essa é a atitude mais saudável que alguém poderia tomar em um projeto. O projeto deve ser feito pelo time, o mérito da execução deve ser do time, os bugs são criados pelo time; é muito fácil verificar se isso ocorre, é quando se ouve “nós falhamos na implementação de determinada tarefa”, “nós conseguimos fazer um refactoring e melhorar o código para a implementação de determinada funcionalidade acontecer”, “nós automatizamos os testes de integração”, “nós não vamos conseguir completar as tarefas a tempo para lançar essa release na data pré-determinada”.

Quando o time funciona de maneira homogênea o conhecimento técnico ou de negócio é passado para todos, todos irão saber como agir quando algo der problema, todos vão assumir os problemas, todos vão cooperar.

As frases:

  • “programador ninja = programador mercenário, q usa práticas não ortodoxas, sabotagem, espionagem… veja def.: http://ht.ly/5ejDE”
  • “programador jedi = trabalha com ficção, projetos q de uma galáxia muito distante da nossa, único empregador: LucasArts.Com”
  • “programador highlander = vai detonar todos os seus colegas, única maneira de sobreviver no projeto… afinal: só pode haver um!!”
  • “programador Daileon = resolve o seu problema mas devasta todo o ambiente…”
  • “programador AstroBoy = é bonitinho… mas vc não quer um brinquedo de crianças cuidando do sistema crítico da sua emrpesa…”

O pessoal também criou algumas:

  • @wjat777 Ninja: vem armado até os dentes (varias ferramentas), pode até resolver o problema, mas (cont.)
  • @wjat777 mas tem a capacidade de desaparecer se a situaçao pioara.. normalmente cobra caro!
  • @alistonCarlos Programador Power Ranger: junta com mais quatro pra fazer uma bazuca que mata até formiga!
  • @marcelotozzi e o rockstar?
    • Aí vai Marcelo: “tem twitter e fica falando sobre um monte de coisas e escreve um blog sobre assuntos diversos, até mesmo sobre programação, falando como deve ser a coisa” … #bazinga, ok? 😉
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